“Para os seus verdadeiros torcedores, o que vale é o caráter superior que inspirou a sua fundação e que está presente na alma de cada banguense.”

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Bangu vence a assume a liderança do Grupo A da Copa Rio 2016

Jogando hoje à tarde em Moça Bonita, o Bangu  venceu o Goytacaz por 2 x 0 e assumiu a liderança do Grupo A da Taça Rio 2016, com 7 pontos ganhos, superando o Madureira no saldo de gols. Os gols foram marcados por Oliveira , aos 25 minutos do 1º tempo e Vitinho, dois minutos depois.
O alvirrubro jogou e venceu com André Regly; Peter, Renan Rocha, Kadu Fernandes e Raphael Soares (depois Thiaguinho, aos 29 minutos do 2º Tempo); Renan Silva, Mauro Silva (depois Rodrigo Yuri, aos 16 minutos do 2º Tempo), Denilson e Jefferson Silva (depois Castro, aos 16 minutos do 2º Tempo); Vitinho e Oliveira. O técnico´do Bangu é o Mário Marques.
O próximo jogo do Bangu, pela quarta rodada, será contra o Rio São Paulo, no Estádio Romário de Souza faria (Marrentão), na próxima quarta feira, 7 de setembro.de 2016.

O árbitro da partida foi o Sr. Rodrigo Carvalhães de Miranda auxiliado pelos assistentes Daniel do Espírito Santo Parro e Daniel de Oliveira Alves Pereira.
O fato negativo foi o público presente (igual ao pagante): apenas 57 torcedores, para uma renda de R$ 690,00.

Fonte: Bangu.NET / Wikpédia / Fut Rio

domingo, 28 de agosto de 2016

Um dos mais lindos discursos contra certa forma de fascismo

Apesar de quase todos saberem o que é FASCISMO, nunca é demais registrar o que o Dicionário Caldas Aulete Digital nos apresenta sobre esse vocábulo.

Fascismo
(fas.cis.mo)
Singular, masculino. 

1. Política: Regime político nacionalista, imperialista, antiliberal e antidemocrático, com base na força, na censura e na supressão violenta da oposição, como o imposto por Benito Mussolini (1883-1945) na Itália em 1922; 
2. Por extensão: Tendência para o autoritarismo e a intolerância; 
3. Atitude, procedimento de pessoa fascista.

A segunda definição nos dá segurança para podermos afirmar que era fascista as concepções da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, no início do século XX.
Com o seu pioneirismo na inserção de operários e negros no futebol brasileiro, o Bangu sofreu fortes pressões dos clubes aristocráticos da cidade do Rio de Janeiro, mas resistiu a todas as forças coercivas. 
Exemplo caro de coerção foi a reação da referida Liga à decisão do clube proletário em manter em seu time os negros Francisco Carregal (atacante) e Manoel Maia (goleiro), proibindo as “pessoas de cor” de serem registradas como atleta amador na entidade.

No dia 2 de maio de 1907 o Bangu recebeu um telegrama da Liga com o seguinte teor: "Comunicamo-vos que a diretoria, em sessão de hoje, 1º de maio de 1907, resolveu, por unanimidade de votos, que não sejam registradas, como atleta amador, as pessoas de cor. Para os fins convenientes, ficou deliberado que todos os clubes filiados se oficiaria nesse sentido a fim de que, ciente desta resolução e de acordo com ela possam proceder". 

O alvi-rubro proletário não se intimidou com essa decisão eivada de fascismo. Manteve os jogadores negros e abandonou a Liga, só retornando 10 anos depois.

Em 1916, temerosa com o substancial número de jogadores negros no Andaraí e principalmente no Bangu, a Liga Metropolitana urdiu a Lei do Amadorismo, que, preconceituosamente, impedia homens de "profissões inferiores" de participar do Campeonato Carioca. Incluem-se como "inferiores", os operários, os chauffers, os estivadores, entre outros.

Mas a lei reacionária e de concepção fascista esbarrou na figura do escritor, poeta e orador Noel de Carvalho, na época presidente do Bangu. Seu determinismo impregnado dos mais superiores conceitos de justiça e equidade social foi fundamental para que a lei reacionária, preconceituosa e fascista não fosse aprovada pelos membros da Liga.

Em um de seus discursos o poeta assim se indignou: 

"Mas não é uma pretensão abaixo de qualquer crítica o fato de qualificar a Liga Metropolitana de mau elemento o operário a ponto de negar-lhe co-participação nas suas lides esportivas? Será possível que os membros da Metropolitana estejam convencidos de que a moralidade aumentará no seu seio com a exclusão do operário, quando não há um fato sequer, por menos grave que seja, que se tenha passado na sua vida esportiva que provenha dos clubes ora atingidos por essa lei? Será possível que um homem honesto e justo seja qual for a sua posição na sociedade, sinta-se vexado e desonrado em ombrear com outro homem de qualidades idênticas, só pelo fato de ser este operário?".

Bastaram essas palavras, impregnadas de verdades e respeito ao Homem, proferidas por um grande homem, de colossal retidão, para que os fascista que comandavam o  futebol carioca, arrefecessem suas pretensões fascistas. 

No início dos anos trinta o Bangu ainda liderou o movimento pelo profissionalismo no futebol carioca. Bangu, América, Fluminense e Vasco resolveram fundar Liga Carioca de Football – LCF, enquanto Botafogo, Flamengo, Bonsucesso e São Cristóvao foram contrários a essa decisão, vejam que hipocrisia, "em nome dos interesses e das tradições do esporte carioca". 

 Fontes: Bangu.NET e Aulette Digital

sábado, 6 de agosto de 2016

Em 6 de agosto de 1960, um sábado, o Bangu se tornava o primeiro Clube brasileiro Campeão do Mundo Interclubes

O Sr. William "Bill" Cox, um americano amante do futebol e que possuía grande fortuna, decidiu criar a International Soccer League, que na realidade não era uma "Liga de Clubes de Futebol" e sim uma "Competição". A primeira "International Soccer League" foi realizada em 1960, entre os dias 4 de julho (dia da Independência dos Estados Unidos) e 6 de agosto (dia da Partida Final da competição).
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A bela "Challenge Cup", que seria entregue ao
 Campeão da International Soccer League de 1960

De acordo com os jornais  The New York Times e O Estado de São Paulo, ambos que circularam em 24 de maio de 1961, a competição tinha a autorização da FIFA. Essa autorização foi ratificada por Stanley Rous, então presidente da Associação Inglesa de Futebol, secretário-geral e vice-presidente da FIFA (posteriormente, de 1962 até 1974, presidente da FIFA). No site oficial da FIFA há alusão à International Soccer League.

No site FIEL CORINTHIANO podemos encontrar uma publicação, cujo título confirma a grandiosidade da International Soccer League de 1960: "International Soccer League: mais 'Mundial' que a Copa Toyota".

Foram convidados 10 clubes da Europa e 1 clube da América do Sul (no caso do Brasil, o atual campeão mundial). Para completar o total de 12 agremiações, foi criado um "time" que representaria os Estados Unidos, formado basicamente por imigrantes e que se chamaria New York Americans.

Foram 6 campeões europeus (Inglaterra, Grança, Irlanda do Norte, Suécia Áustria e Iugoslávia), 2 vice-campeões europeus (Escócia e Portugal), um terceiro colocado europeu (Alemanha) e um quinto colocado europeu (Itália). 

* Representante da América do Sul:
- Coube ao Brasil, atual Campeão do Mundo de Seleções, indicar 1 representante para o Continente Sul-Americano. Como naquela época não existia um Campeonato Nacional, foi indicado o campeão do Rio de Janeiro de 1959, o Fluminense Futebol Clube, que não aceitou o convite para disputar o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Foi feito o convite à Sociedade Esportiva Palmeiras, campeão de São Paulo, que também não aceitou o convite, pelos mesmos Motivos do Fluminense. Então convidaram o Bangu Atlético Clube, vice-campeão do Rio de Janeiro de 1959, que aceitou o convite, soube aproveitar a grande oportunidade de perticipar de uma competição de alto nível,  preparou-se convenientemente e culminou com a conquista do título.

** Representante da América do Norte:
- Para representar o Continente Norte-Americano, o país anfitrião foi criou, especialmente para a competição, um "time de futebol" denominado The New York Americans, que seria seu representante na competição.

Os 12 clubes foram divididos em 2 grupos (A e B), com 6 equipes em cada um deles.

Grupo A
Burnley Football Club
Olympique Gymnaste Club de Nice Côte d'Azur
Glenavon Football Club
Kilmarnock Football Club
Fußball-Club Bayern München
The New York Americans
Grupo B
Idrottsföreningen Kamraterna Norrköping
Sport Klub Rapid Wien
Sport Klub  Estrela Vermelha de Belgrado
Sporting Clube de Portugal
Bangu Atlético Clube
Unione Calcio Sampdoria

Os jogos do Bangu na fase de grupos, foram:

Dia 4 de Julho Bangu 4 x 0 Sampdoria
Estádio Polo Grounds - 18.144 pagantes
Dia 10 de Julho Bangu 3 x 2 Rapid Wien
Estádio Polo Grounds - 19.804 pagantes
Dia 16 de Julho Bangu 5 x 1 Sporting
Estádio Polo Grounds - 8.441 pagantes
Dia 20 de Julho Bangu 0 x 0 IFK Norrköping
Estádio Polo Grounds - 12.338 pagantes
Dia 31 de Julho Bangu 2 x 0 Estrela Vermelha
Estádio Polo Grounds - 20.107 pagantes

Formação no jogo Bangu 4 x 0 Sampdória
Em pé: Joel, Ubirajara, Darci Faria, Ananias, Zózimo, Nilton dos Santos.
 Agachados: Correia, Zé Maria, Luís Carlos, Ademir da Guia e Beto.
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A Classificação final da fase de grupos foi:










De acordo com a classificação dos Grupos A e B, se classificaram para a final o Kilmarnock Football Clube, da Escócia (1ª colocado do Grupo A), e o Bangu Atlético Clube, do Brasil (1º colocado do Grupo B).
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Cartaz promocional da partida decisiva da
 1ª Internacional Soccer Leaguer
Nova Iorque - 1960.
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A partida decisiva:
Sábado, dia 6 de agosto de 1960: Bangu A C  2 x  0 Kilmarnock F C
Estádio Polo Grounds - 25.440 pagantes

Kilmarnock Football Club jogou e perdeu com Brown, Richmond e Watson; Frak Beattie, Bill Toner e Bobby Kennedy; Brown, McInally, Wentzel, Bert Black e Billy Muir.

O Bangu jogou e venceu com Ubirajara, Joel e Darci Faria; Zózimo, Ananias e Nilton dos Santos; Correia, Zé Maria, Décio Esteves, Válter e Beto. O técnico banguense era Tim (Elba de Pádua Lima).

Os dois gols da vitória banguense foram marcados por Valter, um no primeiro tempo e outro no segundo tempo.
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Recorte do jornal The New York Times que circulou no domingo, 7 de agosto de 1960
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Os artilheiro da competição foi Tudor Veselinovic, do Estrela Vermelha, com 6 gols.
Os vice-artilheiros foram Zé Maria e Luis Carlos, do Bangu e Pilkington, do Burnley, ambos com 5 gols.

O atleta escolhido como o Melhor Jogador (Most Valuable Player) da competição, eleito pela "Comissão Organizadora" da International Soccer League , foi o brasileiro Ademir da Guia (18 anos), do Bangu.
O segundo Melhor Jogador eleito foi o americanoAlf Sherwood, do The New York Americans.

A delegação banguense era composta por 22 membros, entre eles 17 jogadores.

Diretoria, Comissão Técnica e Convidado:
Chefe da delegação: Sérgio Vasconcelos 
Médico: Dr. Ivon Cortes
Jornalista Convidado: Antônio Cordeiro (Rádio Nacional)
Presidente do Clube: Maurício Cesar Buscácio
Treinador da Equipe Tim (Elba de Pádua Lima)

Jogadores:

1 –  Ubirajara Gonçalves Motta (Ubirajara)
2 –   Joel Martins da Fonseca (Joel)
3 –  Darci José de Faria (Darci Faria)
4 –  Zózimo Alves Calazans (Zózimo
5 –  Ananias Cruz (Ananias)
6 –  Nilton dos Santos
7 –  José Correia Ferreira (Correia)
8 –  José Maria da Silva (Zé Maria)
9 –   Décio Esteves da Silva (Décio Esteves)
10 – Válter Lino dos Santos (Valter)
11–  Carlos Alberto de M. Ramalho (Beto)
12 – Aílton Caldas (Ailton)
13 – Mário Tito
14 – Paulo César de M. Fortes (Paulo Cesar)
15 – Ademir Ferreira da Guia (Ademir da Guia)
16 – Luís Carlos de M. (Luiz Carlos)
17 – Durval Santana de Carvalho (Durval)

Fontes: BANGU.NET / FIEL CORINTHIANO / HISTÓRIA(S) DO SPORT / WEIKIPÉDIA

domingo, 17 de julho de 2016

Moacir Bueno, o segundo maior artilheiro do Bangu AC em toda a sua história, faria 92 anos hoje.

Fosse vivo Moacir Bueno e hoje estaria completando 92 anos de idade. O segundo maior artilheiro do Bangu, em toda a sua história, com 184 gols assinalados, nasceu no dia 17 de julho de 1924 e começou sua carreira nos juvenis do alvirrubro em 1941. Em 1942 estreou pela equipe principal. Foi a quinto jogador que mais atuou com a venerável camisa alvirrubra. Foram 361 partidas, com uma média um pouco superior a 1 gol a cada 2 jogos; números expressivos para um jogador de uma equipe de porte médio (porém grande em sua história) como o Bangu AC.

Em “O Livro dos Craques” de Carlos Molinari, o capítulo dedicado à letra “M” é aberto com o craque Mário José dos Reis Emiliano, o nosso querido Marinho, que tanto nos deu alegrias na década de oitenta. Mas não estaria errado o Molinari se iniciasse esse capítulo com Moacir Bueno, que, por quase 17 anos, tantas alegrias deu aos torcedores do Bangu AC, único Clube que atuou por toda sua carreira.

Moacir Bueno, o segundo maior artilheiro do Bangu AC.

A Carreira de Moacir Bueno no Bangu, entre os anos de 1942 e 1959, pode ser dividida em duas etapas, totalmente distintas uma da outra.

Ataque de ouro do Bangu AC, na década de 50.
Menezes, Zizinho, Joel, Moacir Bueno e Nívio Gabrich.

A primeira inicia-se em 1942, quando estreou nos profissionais, dois dias após ter completado 18 anos, em uma partida na qual o Bangu foi derrotado pelo Madureira por 1 x 0, partida pelo Campeonato Carioca daquele ano, disputada no Estádio da Rua Conselheiro Galvão.

Time do Bangu AC, primeiro campeão no Maracanã.
Campeão do Torneio Início de 1950.
Moacir Bueno é o último, à direita, agachado
Moacir Bueno jogou pela Seleção Carioca que foi derrotada pela Seleçao Paulista por 3 x 1, na Inauguração do Estádio Municipal do Maracanã. Os cariocas atuaram com Ernani - depois Luiz Borracha (Bangu), Laerte e Vilson; Mirim (Bangu), Irani (Bangu) - depois Dimas e Sula (Bangu); Aloisio, Didi - depois Alcino (Bangu), Cilas - depois Ipojucam, Carlyle - depois Simões (Bangu) e Esquerdinha - depois Moacir Bueno (Bangu). Como podemos observar, dos 17 jogadores que atuaram nesse jogo, 7 pertenciam ao time principal do Bangu AC, uma demonstração que o alvirrubro era uma força no futebol carioca e brasileiro.

Estádio Municipal do Maracanã no dia do jogo inaugural.
Ainda podem ser vista as estruturas de sustentação da cobertura circular.

A segunda se inicia em 1957, quando e Patrono do Bangu, o Dr. Silveirinha o viu jogando pela equipe dos Veteranos da Fábrica Bangu e sugeriu sua volta ao elenco do Bangu AC. A sugestão foi aceita e no dia 22 de setembro, em um amistoso na cidade mineira de Juiz de Fora, no qual o Bangu goleou o Sport Club Juiz de Fora por 5 x 0, Moacir Bueno voltou a vestir a honorável camisa alvirrubra, entrando no decorrer da partida, substituindo o atacante Mário da Paixão Mendes – Mário. Em 1957, voltou a atuar no último jogo do Campeonato Carioca, no dia 19 de dezembro, quando o Bangu empatou com o Flamengo em 0 x 0, no Campo do Botafogo, em General Severiano. Nessa parida jogou os noventa minutos.

Em 1958 Moacir Bueno disputou 20 partidas, marcando 8 gols. Foram 14 partidas amistosas, 2 pelo Torneio João Teixeira Carvalho, 1 pelo Torneio Início e 3 pelo Campeonato Carioca. Cabe observar que nas três excursões internacionais que o Bangu pez em 1958, Moacir Bueno não atuou em qualquer partida.No quadro abaixo estão relacionados todos os jogos de Moacir Bueno em 1958.


Em 1959 o veterano atacante banguense atuou em somente 3 partidas e mão marcou nenhum gol. 

O Bangu começou o último ano da década de 50 com a tradicional excursão internacional. De início na Costa Rica e depois na Colômbia, foram 10 jogos e Moacir Bueno não atuou em nenhum deles. Voltando ao Rio de Janeiro em 1º de fevereiro, voltou a excursionar no início de março de 1959 pelo Brasil, começando por Minas Geras e depois indo para o Nordeste, depois para o Norte e depois retornando pelo Nordeste. Foram 20 partidas, das quais o atacante banguense só participou de 3, na fase do Norte do país. No quadro abaixo estão relacionados todos os jogos de Moacir Bueno em 1959.


Na segunda fase de Moacir Bueno no Bangu, que começou em 22 de setembro de 1957 (Bangu AC 5 x 0 SC Juiz de Fora) e terminou em 2 de abril de 1959 (Bangu AC 5 x 2 Paysandu SC), o atacante atuou em 25 partidas e assinalou 8 gols.

Voltando ao Rio de Janeiro, Moacir Bueno encerrou a sua carreira de jogador de futebol, aos 34 anos de idade.

Eu assisti a uma partida de Moacir Bueno, quando era ainda menino. Foi um jogo contra o Flamengo no Maracanã. Tudo leva a crer que tenha sido aquele empate contra o Flamengo, no dia 21 de outubro de 1958. Mas sinceramente não tenho certeza. Mas lembro-me de que alguém apontava para o gramado, quando um certo mulato pegava na bola, e dizia: Aquele ali é o Moacir Bueno, ele já foi o grande artilheiro do Bangu; fazia muitos gols, era um cracaço.

Títulos de Moacir Bueno como jogador do Bangu AC:

Torneio Quadrangular Internacional da Costa Rica: 1959
Torneio Triangular Internacional de Luxemburgo: 1958
Torneio Quadrangular Internacional da Venezuela: 1958
Torneio Triangular de Porto Alegre: 1957
Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro: 1957
Torneio Triangular Internacional do Equador: 1957
Torneio Início do Rio de Janeiro: 1950, 1955
Torneio Início do Rio-São Paulo: 1951
Torneio da Imprensa: 1943

Ainda em 1959 iniciou a carreira de técnico, treinando os juvenis do Bangu. Nos 1960, 1963, 1964 e 1970 treinou interinamente a equipe principal do Bango, trabalho que exercia de forma concomitante com o treinamento da equipe de juvenis. Também foi técnico do Campo Grande (Rio de Janeiro - RJ), do Olympico (Manaus - AM), do Tiradentes (Terezina - PI), do Sampaio Corrêa (São Luiz - MA) e do Serrano (Porto Seguro - BA).

Já apresentando sinais de uma grave doença, voltou a morar no Rio de Janeiro, em uma casa de Bangu que o Dr. Silverinha o havia presenteado no tempo dos grandes gols pelo Bangu. Segundo algumas testemunhas ainda viva, o ex craque já tomado pelo mal de alzheimer, perambulava pelas ruas do bairro, se apresentando como ex jogador do Bangu que inaugurou o Maracanã; mostrava fotos do seu tempo de jogador e pedia algum dinheiro. 

O inesquecível artilheiro banguense faleceu aos 80 anos, em 31 de dezembro de 2004.

Fonte: Bangu.NET / Wikpédia / Cais da memória.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Charges dos 12 clubes cariocas* publicadas pela extinta revista O Tico Tico entre 1955 e 1956 - 2

Parte 2

Entre os meses de julho de 1955 e junho de 1956 a revista "O Tico Tico", que circulou entre 1905 e 1977, publicou nas suas edições desse período, em "A Página do Torcedor", as charges dos 12 clubes que disputavam o Campeonato Carioca de Futebol*. Essas charges foram criadas pelo cartunista Luiz Sá, um dos melhores da sua época.

Em 1955 o Campeonato Carioca de Futebol terminou com a seguinte classificação:



Nessa primeira parte publicaremos as charges dos seis últimos colocados na competição.


*Nota: O Campeonato Carioca de Futebol nas seis primeiras décadas do século passado era "metropolitano". Nas décadas de 50/60 era disputado por 12 clubes, sendo 11 da Cidade do Rio de Janeiro (Distrito Federal) e um de Niterói, então capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, o Canto do Rio Foot-Ball Club.

Fonte: História do Futebol - A enciclopédia do futebol na internet!